Dezembro de 2020, 10º mês de quarentena, e um ano cheio de bad vibes notícias ruins. Mas os isolados do mundo não decepcionaram quando o assunto é entretenimento. Quatro paredes provaram que não são impeditivos de gerar conteúdo cultural imbatível. Covid, cultura popular de periferia, preconceitos, vida em comunidade e fé foram temas explorados por músicas, séries, filmes e livros.
Nesse episódio discutimos quais foram os fenômenos culturais que mais marcaram 2020, e quais as tendências que podem marcar 2021.
A pandemia acelerou profundas transformações para a indústria cultural. Artistas independentes, LGBTQI+, negros ou da periferia que sempre estiveram à margem começam a ganhar voz através das redes sociais e eventos de nicho. E estes artistas que sempre foram os observadores agora convidam o espectador a considerar sua maneira de ver as coisas, quer o tema escolhido seja impactante como o combate ao conservadorismo político ou tão singular quanto seu próprio senso de identidade.
Conversamos com o incrível cantor e ator Jô, e a drag Velma Real (Caio Godard) sobre os desafios de ser artista queer e independente e o futuro da indústria cultural.
Para muitos, a vida adulta é a época em que os sonhos de infância deveriam se materializar: emprego dos sonhos, casa própria, sucesso, viagens… Mas de repente descobrimos que crescer e se tornar um adulto não é tão simples quanto marcar um checklist. O dicionário define ser adulto como a idade em que alcançamos a maturidade física e intelectual. Mas a geração Y e Z cada vez mais tem descoberto uma vida adulta mais cheia de ambiguidades e desafios.
Neste episódio discutimos como as mudanças em nossa vida e na sociedade influenciam o adulto que somos hoje. Como buscamos voltar à inocência, pureza e leveza da nossa infância para encontrar mais equilíbrio. E como a estabilidade espiritual e emocional são cada vez mais valiosas.
A Primavera Árabe, o Black Lives Matter, o movimento MeToo, as marchas LGBTQI+, os protestos em Hong Kong, Lisboa, e em todo o Brasil são reflexos do zeitgeist da década anterior. Nos últimos anos, a profundidade dos movimentos sociais globais comprometidos com questões de justiça social e novas políticas democráticas explodiram e transcendem fronteiras, raças, etnias e gêneros. Negros, gays, trans, mulheres e diversos grupos estão a gritar que não aguentam mais terem suas vozes abafadas, serem violentados e mortos. O fato de, em meio a uma pandemia, o povo querer ir à rua gritar é um exemplo de como chegamos aos nossos limites.
Conversamos com uma das vozes que têm se destacado na luta contra o racismo e homofobia em Fortaleza: Ari Areia, e também o contador tributarista Kiko Souza.
Sempre buscamos por referenciais quando crescemos para formar nossa identidade. Conhecer e admirar pessoas com quem nos identificamos na cultura e na mídia é importante para conseguirmos nos imaginar no mundo e validar nossa existência. Além do que normaliza aos olhos do grande público a diversidade. Nos ajuda a ter a coragem de ser quem somos.
Neste episódio conversamos com as artistas Luciana Balby e Pri Azevedo sobre a dor e a delícia de ser quem elas são.
Hoje é meu aniversário e por isso queria pedir de presente que pudessem fazer uma doação de qualquer quantia para um destes projetos que precisam MUITO de apoio para ajudar pessoas LGBTQI+ em situação de vulnerabilidade. Tem opção no Brasil e na Europa.
Se estiveres na EUROPA pá
Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa
A Rede Solidária da Marcha tem apoiado inúmeras pessoas sem renda durante a pandemia, da comunidade LGBTI+ e outras, com apoio alimentar, medicamentos, médico, pagamento de contas/aluguel, entre outras.
– de forma temporária, através de transferência para o IBAN PT50 0036 0063 9910 0084 3818 1, directa ou por MB Way (96 789 29 24).
Este mês até 25 de Outubro, em Portugal tem como vantagem poder ser requerido recibo que é dedutível no IRS. Mais informações: continuamosamarchar@gmail.com , ou nas Redes oficiais da Marcha do Orgulho LGBTI+ de Lisboa
Se você estiver no BRASIL
A Casa Nem é uma casa de abrigo sem fins lucrativos para pessoas trans em situação de vulnerabilidade. Pessoas expulsas de casa ou que não conseguem colocação no mercado simplesmente por serem trans.
Para manter o espaço aberto (e eles estão constantemente em risco de despejo) participe da campanha no link abaixo
Capaz de viajar 5 oitavas no espaço de uma palavra. Tons nasais, graves pesados, médios fortes e agudos que chegam a um apito: ela é capaz de usar até suas quebras de voz com controle, tornando as performances mais emotivas e orgânicas. Mesmo quando sua voz chega nos agudos mais altos ela é capaz de articular palavras e cantar dentro do registro por longos períodos de tempo sem fadiga vocal. Essa versatilidade faz com que ela tenha o tipo de voz que ela quiser, dependendo do que é artisticamente solicitado.
Por isso, cada performance ao vivo de Mariah Carey é ansiosamente esperada pelos críticos. Todos esperam nada menos que a perfeição, e por isso ela sempre foi alvo das mais duras críticas na menor falha. Para se preservar, em seus 30 anos de carreira até hoje realizou apenas 7 turnês mundiais. E suas performances em premiações e programas de TV só acontecem em período de divulgação de discos.
Da turnê de Music Box às lives durante a quarentena, quais as melhores performances vocais da Mariah Carey? O que faz dela uma das melhores vocalistas da história da indústria musical? O que mudou na voz aos 50 anos de idade, depois de 30 anos de carreira? Em que momentos recorre ao lip-sync? É o tema do nosso bate-papo de hoje!
Convidades:
Velma Real Rainha da Cinelândia 2018, cantora drag queen, diva dos musicais, a Mariah Carey das drags.
Em 12 de Junho de 1990 o mundo conhecia uma cantora com uma das vozes mais poderosas que a indústria já ouviu, com 5 oitavas registrada no Guiness, dominando as notas mais graves e mais agudas. E uma aparência diferente, nem negra, nem branca, nem latina, nem caucasiana. E por trás, uma estrutura de uma indústria pronta para manipular sua imagem e torná-la uma robot-diva romântica e genérica que agradasse todos os públicos. Mas a garota insegura, de origem humilde e sem apoio familiar tinha uma força dentro de si e uma identidade indomável. Desde cedo se posicionou em cantar apenas suas próprias composições e ser detentora de todos os direitos autorais. E quando viu sua liberdade tirada, quebrou seu casulo, abriu suas asas e voou. Abraçou suas raízes negras e latinas, sua sensualidade, as letras mais ousadas, e começou a trazer o gueto para o cenário pop com rappers e profissionais do hip-hop. Sobreviveu a abusos, boicotes, depressão, bipolaridade, abortos, traições, e a cada queda voltou mais forte. Assim tornou-se a maior influência para todas as cantoras femininas do pop pós anos 90. 19 #1’s, a única artista a ter #1’s em 4 décadas diferentes, e 16 álbuns que a colocam como a segunda mulher que mais vendeu discos em todo o mundo.Pegue seu espumante, deite numa chese e venha ouvir nossa conversa sobre a discografia desta diva.
Ladies and Gentlemen, this is Mariah Carey.
Convidades:
Carmen Ferrira Criadora do Podcast “Ninguém me Avisou”. Lamb número 35.