Os primeiros registros de personagens gays e lésbicas em filmes datam de 1919. A Alemanha pré-nazista era extremamente liberal e liderava pesquisas sobre o tema e manifestações culturais que celebravam a diversidade de identidades. Hollywood por muitos anos viveu sob forte censura e só no fim dos anos 60 começou a trazer representações positivas LGBTQIA+. Na TV isso levou ainda mais tempo…
Nesse espisódio comentamos alguns dos melhores exemplos de filmes e séries com personagens LGBTQIA+.
No século 19, o compositor clássico Tchaikovsky era celebrado na Rússia como o maior compositor de sua geração, ao mesmo tempo que sofria por esconder sua homossexualidade. Ele teve dois longos relacionamentos com outros homens, e deixou registro de cartas que trocavam, mas até hoje a Rússia luta para apagar isso de sua história por considerar isso uma mancha em sua reputação.
Enquanto isso nos Estados Unidos da América, gays, lésbicas, bi e queers negros iniciavam uma revolução musical que deu origem ao blues e o jazz, com nomes como Ma Rainey e Bilie Holiday.
Mais tarde em Portugal com o cantor gay Variações ou no Brasil com as travestis Divinas Divas começamos a ter cada vez mais a presença queer na música, e hoje temos diversos nomes como Sara Tavares, Blaya, Pablo Vittar, Daniela Mercury e Gloria Groove, mas nem sempre elas são bem representadas na mídia, isentas de preconceitos.
Neste episódio discutimos os impactos de uma representatividade LGBTQ+ positiva na música e alguns dos novos nomes que merecem visibilidade.
Nos últimos anos, houve uma explosão de representação queer em toda a mídia. Mesmo assim, Brasil e Portugal ainda estão carentes de mais representatividade LGBTQI+.Para dar mais visibilidade intercultural, nos juntamos com o duo queer mais babadeiro de Portugal, do podcast Dar Voz a esQrever, para alguns jogos que vão desde montar um line-up de festival queer Brasil e Portugal a uma avaliação de alguns nomes famosos.
Os povos originais das Américas, os que estavam na terra chamada Brasil pelos colonizadores Europeus, enfrentam hoje lutas tão grandes quanto as que enfrentaram quando foram dizimados 1500 anos atrás. Hoje ainda existem muitos indígenas no Brasil, e representam 305 etnias a falar 274 línguas diferentes. Eles trabalham e produzem conteúdos de diversas formas diferentes, na academia, nas artes, na música, na ciência, levantando discussões sobre sua herança cultural e história. Neste episódio conversamos sobre os principais desafios dos povos indígenas e trouxemos um olhar contemporâneo sobre suas culturas.
A pandemia acelerou profundas transformações para a indústria cultural. Artistas independentes, LGBTQI+, negros ou da periferia que sempre estiveram à margem começam a ganhar voz através das redes sociais e eventos de nicho. E estes artistas que sempre foram os observadores agora convidam o espectador a considerar sua maneira de ver as coisas, quer o tema escolhido seja impactante como o combate ao conservadorismo político ou tão singular quanto seu próprio senso de identidade.
Conversamos com o incrível cantor e ator Jô, e a drag Velma Real (Caio Godard) sobre os desafios de ser artista queer e independente e o futuro da indústria cultural.
Para muitos, a vida adulta é a época em que os sonhos de infância deveriam se materializar: emprego dos sonhos, casa própria, sucesso, viagens… Mas de repente descobrimos que crescer e se tornar um adulto não é tão simples quanto marcar um checklist. O dicionário define ser adulto como a idade em que alcançamos a maturidade física e intelectual. Mas a geração Y e Z cada vez mais tem descoberto uma vida adulta mais cheia de ambiguidades e desafios.
Neste episódio discutimos como as mudanças em nossa vida e na sociedade influenciam o adulto que somos hoje. Como buscamos voltar à inocência, pureza e leveza da nossa infância para encontrar mais equilíbrio. E como a estabilidade espiritual e emocional são cada vez mais valiosas.