Há certos prazeres que nos trazem culpa. Muitas pessoas sentem (ou já sentiram) vergonha de dizer que dançam funk brasileiro, assistem Big Brother ou ouvem Mariah Carey… porque alguns objetos culturais são mais socialmente aceitos do que outros?
Conversamos com o ator e pesquisador Romeu Costa sobre seu espetáculo Maráia Queri, no qual se pôs a investigar a liberdade com que nos permitimos gostar de algo que é condenável socialmente.
Nos últimos anos, houve uma explosão de representação queer em toda a mídia. Mesmo assim, Brasil e Portugal ainda estão carentes de mais representatividade LGBTQI+.Para dar mais visibilidade intercultural, nos juntamos com o duo queer mais babadeiro de Portugal, do podcast Dar Voz a esQrever, para alguns jogos que vão desde montar um line-up de festival queer Brasil e Portugal a uma avaliação de alguns nomes famosos.
Capaz de viajar 5 oitavas no espaço de uma palavra. Tons nasais, graves pesados, médios fortes e agudos que chegam a um apito: ela é capaz de usar até suas quebras de voz com controle, tornando as performances mais emotivas e orgânicas. Mesmo quando sua voz chega nos agudos mais altos ela é capaz de articular palavras e cantar dentro do registro por longos períodos de tempo sem fadiga vocal. Essa versatilidade faz com que ela tenha o tipo de voz que ela quiser, dependendo do que é artisticamente solicitado.
Por isso, cada performance ao vivo de Mariah Carey é ansiosamente esperada pelos críticos. Todos esperam nada menos que a perfeição, e por isso ela sempre foi alvo das mais duras críticas na menor falha. Para se preservar, em seus 30 anos de carreira até hoje realizou apenas 7 turnês mundiais. E suas performances em premiações e programas de TV só acontecem em período de divulgação de discos.
Da turnê de Music Box às lives durante a quarentena, quais as melhores performances vocais da Mariah Carey? O que faz dela uma das melhores vocalistas da história da indústria musical? O que mudou na voz aos 50 anos de idade, depois de 30 anos de carreira? Em que momentos recorre ao lip-sync? É o tema do nosso bate-papo de hoje!
Convidades:
Velma Real Rainha da Cinelândia 2018, cantora drag queen, diva dos musicais, a Mariah Carey das drags.
Em 12 de Junho de 1990 o mundo conhecia uma cantora com uma das vozes mais poderosas que a indústria já ouviu, com 5 oitavas registrada no Guiness, dominando as notas mais graves e mais agudas. E uma aparência diferente, nem negra, nem branca, nem latina, nem caucasiana. E por trás, uma estrutura de uma indústria pronta para manipular sua imagem e torná-la uma robot-diva romântica e genérica que agradasse todos os públicos. Mas a garota insegura, de origem humilde e sem apoio familiar tinha uma força dentro de si e uma identidade indomável. Desde cedo se posicionou em cantar apenas suas próprias composições e ser detentora de todos os direitos autorais. E quando viu sua liberdade tirada, quebrou seu casulo, abriu suas asas e voou. Abraçou suas raízes negras e latinas, sua sensualidade, as letras mais ousadas, e começou a trazer o gueto para o cenário pop com rappers e profissionais do hip-hop. Sobreviveu a abusos, boicotes, depressão, bipolaridade, abortos, traições, e a cada queda voltou mais forte. Assim tornou-se a maior influência para todas as cantoras femininas do pop pós anos 90. 19 #1’s, a única artista a ter #1’s em 4 décadas diferentes, e 16 álbuns que a colocam como a segunda mulher que mais vendeu discos em todo o mundo.Pegue seu espumante, deite numa chese e venha ouvir nossa conversa sobre a discografia desta diva.
Ladies and Gentlemen, this is Mariah Carey.
Convidades:
Carmen Ferrira Criadora do Podcast “Ninguém me Avisou”. Lamb número 35.